<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Editora Subtítulo</title>
	<atom:link href="http://subtitulo.com.br/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://subtitulo.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 10 Apr 2013 18:23:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=</generator>
		<item>
		<title>Pausa do Ben</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/pausa-do-ben/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/pausa-do-ben/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2013 03:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Emanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=2049</guid>
		<description><![CDATA[Ele ainda vai voltar&#8230; mas eu vi sua foto Ele não parece o mesmo da estante Voltamos ao passado  E penso no que ele sente É como se seus pensamentos fossem grandes demais para o seu tamanho [...] E agora eu esfrego meus olhos, pois ele voltou Parece que os meus preconceitos é que deviam ser queimados Pois ele continua sorrindo&#8230; e ele ainda é forte. [Off He Goes – Pearl Jam] &#160; Por inacreditáveis muitas vezes eu pensei, inocentemente, em parar. Às vezes, as coisas vão depressa ou lentas demais, e o ritmo nos contradiz o nosso próprio e então é hora de parar. Colocar a cabeça no lugar, tirar do gancho o telefone, esquecer as saudades e as metas, deixar a língua do nada lhe lamber um pouco. Pois bem, é isso. Já ponderei tantas vezes parar de escrever que é injusto me chamar de desistente. Porque em cada uma das reflexões que queriam me levar até aí, sempre pensei em como algumas coisas ficariam bonitas em mais um texto. Enquanto pensava em parar, pensava em escrever sobre, e é como é, é o que sou; essa bagunça sentimental que me leva às vezes a pensar e planejar... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p align="right">Ele ainda vai voltar&#8230; mas eu vi sua foto</p>
<p align="right">Ele não parece o mesmo da estante</p>
<p align="right">Voltamos ao passado</p>
<p align="right"> E penso no que ele sente</p>
<p align="right">É como se seus pensamentos fossem grandes demais para o seu tamanho</p>
<p align="right">[...]</p>
<p align="right">E agora eu esfrego meus olhos, pois ele voltou</p>
<p align="right">Parece que os meus preconceitos é que deviam ser queimados</p>
<p align="right">Pois ele continua sorrindo&#8230; e ele ainda é forte.</p>
</blockquote>
<p align="right">[Off He Goes – Pearl Jam]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Por inacreditáveis muitas vezes eu pensei, inocentemente, em parar. Às vezes, as coisas vão depressa ou lentas demais, e o ritmo nos contradiz o nosso próprio e então é hora de parar. Colocar a cabeça no lugar, tirar do gancho o telefone, esquecer as saudades e as metas, deixar a língua do nada lhe lamber um pouco. Pois bem, é isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Já ponderei tantas vezes parar de escrever que é injusto me chamar de desistente. Porque em cada uma das reflexões que queriam me levar até aí, sempre pensei em como algumas coisas ficariam bonitas em mais um texto. Enquanto pensava em parar, pensava em escrever sobre, e é como é, é o que sou; essa bagunça sentimental que me leva às vezes a pensar e planejar besteira. Um dia, quem sabe, meus caminhos me levem pra longe do que havia sonhado um dia, mas creio ser bastante impossível que a vida me leve pra longe do que eu sou, do lado de dentro da carne, da tinta vermelha que compõe cada uma das frases. Porém é, mais uma vez, hora de puxar a tomada.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem uma música nova tocando do outro lado do horizonte, e eu a ouvi baixinho. Tudo que quero agora é poder escutá-la de mais perto, bater o pé no ritmo, estalar os dedos e aprender a cantar o que ela quer dizer. E isso só quer dizer que há agora um tempo pra retomar a bagagem de mão e tentar, daqui de onde nunca saio, ver o mundo através da janela.</p>
<p style="text-align: justify;">E registrar tudo, numa nova canção.</p>
<p style="text-align: justify;">Me despeço do que andava encaminhando porque agora é hora de voltar. Mais uma vez, um antigo amigo vem em meu socorro, e mais uma vez eu não posso deixar de lhe dar ouvidos. Estamos juntos num nível quântico, quantificando o significado disso tudo, e tomamos gim e ouvimos grunge enquanto filosofamos em meio às risadas que conseguimos dar. Estar com o Benjamin é estar em casa em qualquer lugar, e eu andava mesmo querendo rever Montenegro, que é pra onde eu vou.</p>
<p style="text-align: justify;">Então estou parando pra planejar o que me parece ser uma sequência. <em>O Mural das Reticências</em> sai em breve, mas ainda que nem fosse sair, acho mesmo que mais uma história a respeito ainda seria contada. Longe das prateleiras, eu me sinto à vontade de escrever a história que mais me pede pra sair. Hoje é vinte e oito de fevereiro, aniversário do Ben. E o presente que esse cabeçudo me deu foi chegar aqui de mala e cuia e dizer:</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, então? Que tal eu te contar mais algumas coisas e a gente fazer mais uma história?</p>
<p style="text-align: justify;">E eu estou sempre às ordens, <em>my friend</em>. Pro resto, tenho tempo; pro que a gente vive, só existe o agora.</p>
<p style="text-align: justify;">E feliz aniversário.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/pausa-do-ben/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Parceria Subtítulo 2013 &#8211; Resultado</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/parceria-subtitulo-2013-resultado/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/parceria-subtitulo-2013-resultado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2013 16:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorran Feital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Editora]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1977</guid>
		<description><![CDATA[Muito difícil! Só assim posso definir o processo de escolha dos 15 novos blogs parceiros. Foram 308 blogs interessados na parceria, e que nos deram uma belíssima dor de cabeça. Foi simplesmente fantástico poder conhecer tantos blogs interessados por literatura e, principalmente, no nosso caso, em literatura nacional. A cada nova rodada de cortes ia ficando ainda mais difícil escolher, mas precisávamos chegar aos 15. Procuramos (e aqui vale um super agradecimento a toda a equipe da editora, e à Julia, pelas observações valiosíssimas) blogs que se encaixassem na nossa linha editorial, e que estivessem de acordo com as características que procurávamos. Buscamos ser ecléticos, já que nossa linha editorial também é bastante variada, apesar do foco em literatura nacional. Enfim, deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos os que se candidataram à parceria. Certamente vocês serão olhados com carinho em ações da editora. E se seu blog não foi selecionado, não pense em desqualificação, pense em escolhas. Cada editora tem critérios subjetivos que as levam para este ou aquele caminho. Para mim, que comecei como vocês, são todos merecedores, e heróis, por ainda estarem aqui divulgando literatura. Segue a lista: Aos selecionados, parabéns, e obrigado pelo apoio. Em breve entraremos em contato.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Muito difícil!</strong> Só assim posso definir o processo de escolha dos 15 novos blogs parceiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram 308 blogs interessados na parceria, e que nos deram uma belíssima dor de cabeça. Foi simplesmente fantástico poder conhecer tantos blogs interessados por literatura e, principalmente, no nosso caso, em literatura nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada nova rodada de cortes ia ficando ainda mais difícil escolher, mas precisávamos chegar aos 15. Procuramos (e aqui vale um super agradecimento a toda a equipe da editora, e à <a href="https://twitter.com/juxbasa" target="_blank">Julia</a>, pelas observações valiosíssimas) blogs que se encaixassem na nossa linha editorial, e que estivessem de acordo com as <a href="http://subtitulo.com.br/blog/parceria-subtitulo-2013/" target="_blank">características</a> que procurávamos. Buscamos ser ecléticos, já que nossa linha editorial também é bastante variada, apesar do foco em literatura nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos os que se candidataram à parceria. Certamente vocês serão olhados com carinho em ações da editora. E se seu blog não foi selecionado, não pense em desqualificação, pense em escolhas. Cada editora tem critérios subjetivos que as levam para este ou aquele caminho. Para mim, que comecei como vocês, são todos merecedores, e heróis, por ainda estarem aqui divulgando literatura.</p>
<p style="text-align: justify;">Segue a lista:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://melinasouza.com/" target="_blank"><img class=" wp-image-1981 alignleft" title="A Series of Serendipity" alt="A Series of Serendipity" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/A-Series-of-Serendipity.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="http://amigadaleitora.blogspot.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1983" style="margin-left: -4px;" title="Amiga da Leitora" alt="Amiga da Leitora" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Amiga-da-Leitora-e1361375268329-150x132.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="http://www.burnbook.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1982" style="margin-left: -4px;" title="Burn Book" alt="Burn Book" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Burn-Book-150x150.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="http://cataventodeideias.com/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1986" style="margin-left: -4px;" title="Catavento de Ideias" alt="Catavento de Ideias" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Catavento-de-Ideias-150x150.png" width="100" height="100" /></a><a href="http://www.desejosdemenina.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1987" title="Desejos de Menina" alt="Desejos de Menina" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Desejos-de-Menina.png" width="100" height="100" /></a><a href="http://nicasdrafts.blogspot.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1988" style="margin-left: -4px;" title="Drafts da Nica" alt="Drafts da Nica" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Drafts-da-Nica-150x150.png" width="100" height="100" /></a><a href="http://www.listasliterarias.blogspot.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1995" style="margin-left: -4px;" title="Listas Literárias" alt="Listas Literárias" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Listas-Literárias-150x150.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="http://www.livrosechocolate.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1996" style="margin-left: -4px;" title="Livros e Chocolate" alt="Livros e Chocolate" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Livros-e-Chocolate-150x150.png" width="100" height="100" /></a><a href="http://livrosecitacoes.com/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1997" title="Livros e Citações" alt="Livros e Citações" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Livros-e-Citacoes-150x150.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="http://meine-liege.com/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1998" style="margin-left: -4px;" title="Meu Divã" alt="Meu Divã" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Meu-Diva-150x150.png" width="100" height="100" /></a><a href="http://www.nomundodoslivros.com/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-1999" style="margin-left: -4px;" title="No Mundo dos Livros" alt="No Mundo dos Livros" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/No-Mundo-dos-Livros-150x150.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="http://nosgeeks.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-2000" style="margin-left: -4px;" title="Nós Geeks" alt="Nós Geeks" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Nos-Geeks-150x150.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="http://www.segredosentreamigas.com/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-2001" title="Segredos Entre Amigas" alt="Segredos Entre Amigas" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Segredos-Entre-Amigas-150x150.png" width="100" height="100" /></a><a href="http://www.viajanteliterario.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-2002" style="margin-left: -4px;" title="Viajante Literário" alt="Viajante Literário" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Viajante-Literario-150x150.jpg" width="100" height="100" /></a><a href="https://www.facebook.com/viciadosemlivros" target="_blank"><img class="alignleft  wp-image-2003" style="margin-left: -4px; margin-right: 120px; margin-bottom: 20px;" title="Viciados em Livros" alt="Viciados em Livros" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/02/Viciados-em-Livros-150x150.jpg" width="100" height="100" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aos selecionados, parabéns, e obrigado pelo apoio. Em breve entraremos em contato.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/parceria-subtitulo-2013-resultado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>22</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Parceria Subtítulo 2013</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/parceria-subtitulo-2013/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/parceria-subtitulo-2013/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2013 13:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorran Feital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Editora]]></category>
		<category><![CDATA[blogs literários]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1914</guid>
		<description><![CDATA[Desde o lançamento oficial da Editora, em setembro de 2011, iniciamos nossas parcerias sem processo de seleção aberta dos parceiros. Como surgimos de um blog literário, as parcerias do blog se fizeram valer para a editora. Mas muitas solicitações de parceria têm chegado desde então, e decidimos que é o momento de reavaliar antigas parcerias e abrir portas a novos blogs. Por isso, estamos abrindo, a partir de hoje, inscrições para vagas de parceria com a editora. Serão 15 novas vagas, e os selecionados se juntarão aos blogs remanescentes da primeira parceria. Nesse processo, receberemos de braços abertos todos os candidatos que se interessem pela visão e catálogo da editora. Mas como sei que avaliações são sempre muito subjetivas, já peço desculpas aos que não forem selecionados. Um layout bacana conta, bastante seguidores conta, postagens periódicas conta, mas conteúdo é o que MAIS conta. Buscamos quem faça diferente&#8230; E, claro, temos nossa linha editorial, e escolheremos blogs que se encaixem nela. Não adianta se candidatar se você não resenha autor nacional, e por aí vai&#8230; Poderão optar por qual livro resenhar (um por vez); Devem comprometer-se, sempre que possível e pelo meio que preferirem, em divulgar os lançamentos da editora;... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Desde o lançamento oficial da Editora, em setembro de 2011, iniciamos nossas parcerias sem processo de seleção aberta dos parceiros. Como surgimos de um blog literário, as parcerias do blog se fizeram valer para a editora. Mas muitas solicitações de parceria têm chegado desde então, e decidimos que é o momento de reavaliar antigas parcerias e abrir portas a novos blogs.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, estamos abrindo, a partir de hoje, inscrições para vagas de parceria com a editora. Serão 15 novas vagas, e os selecionados se juntarão aos blogs remanescentes da primeira parceria.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse processo, receberemos de braços abertos todos os candidatos que se interessem pela <a href="http://subtitulo.com.br/blog/reflexoes-e-lancamentos-futuros/" target="_blank">visão e catálogo</a> da editora. Mas como sei que avaliações são sempre muito subjetivas, já peço desculpas aos que não forem selecionados.</p>
<p style="text-align: justify;">Um layout bacana conta, bastante seguidores conta, postagens periódicas conta, mas conteúdo é o que MAIS conta. Buscamos quem faça diferente&#8230; E, claro, temos nossa linha editorial, e escolheremos blogs que se encaixem nela. Não adianta se candidatar se você não resenha autor nacional, e por aí vai&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><span class="high1">Os parceiros:</span></p>
<ul>
<li>Poderão optar por qual livro resenhar (um por vez);</li>
<li>Devem comprometer-se, sempre que possível e pelo meio que preferirem, em divulgar os lançamentos da editora;</li>
<li>Enviar o link da resenha logo que ela for ao ar.</li>
</ul>
<p><span class="high1">A editora:</span></p>
<ul>
<li>Compromete-se em enviar um exemplar do livro solicitado;</li>
<li>Material promocional;</li>
<li>Release oficial do livro;</li>
<li>Informações sobre lançamentos e eventos em primeira mão.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<div class="info box">
<div class="int">Para os que se interessarem, basta enviar um email para <a href="mailto:editora@subtitulo.com.br" target="_blank">editora@subtitulo.com.br</a>, com o texto &#8220;Parceria Subtítulo 2013&#8243; no campo &#8220;Assunto&#8221;, e apenas o link do blog na mensagem.</div>
</div>
<p>As inscrições vão até o dia 17/02. No dia 20/02 divulgaremos os 15 blogs/sites selecionados.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/parceria-subtitulo-2013/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>12</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Vômito.</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/o-vomito/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/o-vomito/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jan 2013 01:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Emanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1900</guid>
		<description><![CDATA[O olho, o céu, a nuvem. A tempestade. O surto. O susto. A estocada. O nada paira. O nada volta. O nada é nada. E com essa violência o mundo se move na velocidade de uma luz descontínua, que em flashes hipnóticos cega, surda, muda. O redemoinho se desenha numa alma oceânica em cujo cerne o frio estabelece a bruta conexão com o vácuo. Violentado, com os olhos secos pela falta de lágrimas, você olha o mundo. E o mundo para. Suspenso, paira olhando de volta pra você. Eu já pensei em parar. Já pensei tantas vezes que não devo, que o que me obrigo agora é a não me obrigar a nada. E o caminho torto se torna uniformemente variado, uma física nova desponta num horizonte velho, empoeirado, tirado da gaveta. Da gravata. Da batalha. Há um novo ar nesse velho lugar. Há uma respiração insone, há um desejo farto da vontade de nunca acordar. Inside, um peito pulsa renovando a vontade de pulsar. Com essas pontas soltas, com esses parágrafos desconexos, me reconecto acariciando o ar que me cerca como se quisesse deixar claro: meu bem, me seja útil. Porque ainda que você parta, eu não vou mais... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O olho, o céu, a nuvem. A tempestade.</p>
<p style="text-align: justify;">O surto. O susto. A estocada.</p>
<p style="text-align: justify;">O nada paira. O nada volta. O nada é nada.</p>
<p style="text-align: justify;">E com essa violência o mundo se move na velocidade de uma luz descontínua, que em flashes hipnóticos cega, surda, muda. O redemoinho se desenha numa alma oceânica em cujo cerne o frio estabelece a bruta conexão com o vácuo. Violentado, com os olhos secos pela falta de lágrimas, você olha o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">E o mundo para. Suspenso, paira olhando de volta pra você.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu já pensei em parar. Já pensei tantas vezes que não devo, que o que me obrigo agora é a não me obrigar a nada. E o caminho torto se torna uniformemente variado, uma física nova desponta num horizonte velho, empoeirado, tirado da gaveta. Da gravata. Da batalha.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um novo ar nesse velho lugar. Há uma respiração insone, há um desejo farto da vontade de nunca acordar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Inside</em>, um peito pulsa renovando a vontade de pulsar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com essas pontas soltas, com esses parágrafos desconexos, me reconecto acariciando o ar que me cerca como se quisesse deixar claro: meu bem, me seja útil. Porque ainda que você parta, eu não vou mais sufocar.</p>
<p style="text-align: justify;">O que vou fazer é ir. Em frente, rompendo a barreira do som, na velocidade decadente da mesma luz que me consome. Faiscando, uma estrela decaindo ao contrário. Uma meia-vida que se remonta, a irradiação de um novo fôlego, de um novo sentido, de uma nova direção. E haverá as muralhas, os gigantes, os trovões. Mas já não sou barro medrando o quebrar das ondas; sou cristal, filtrando os raios do sol. Estou no infinito estado de centelha, eu sou o que toma as rédeas e monta o Dragão.</p>
<p style="text-align: justify;">E descarrego minha fúria num sorriso branco como a paz que busco. Reafirmo as vontades, as veredas, as inquietações.</p>
<p style="text-align: justify;">E escrevo.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra nunca mais parar. Pra sempre haver um porto, um ponto, um lugar.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra haver respiração.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/o-vomito/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Reflexões e lançamentos futuros</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/reflexoes-e-lancamentos-futuros/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/reflexoes-e-lancamentos-futuros/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Jan 2013 03:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorran Feital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Editora]]></category>
		<category><![CDATA[13 mulheres e uma sexta-feira]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[andre charak]]></category>
		<category><![CDATA[brincando de deus]]></category>
		<category><![CDATA[Bruna Lobato]]></category>
		<category><![CDATA[Camila Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[cenildon muradi]]></category>
		<category><![CDATA[César Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Deise Müller]]></category>
		<category><![CDATA[dex]]></category>
		<category><![CDATA[editora]]></category>
		<category><![CDATA[eduardoschroeder]]></category>
		<category><![CDATA[em contos de amor]]></category>
		<category><![CDATA[europa una]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Belém]]></category>
		<category><![CDATA[jéssica ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[lançamentos]]></category>
		<category><![CDATA[letícia pan]]></category>
		<category><![CDATA[Ligia Miraglia]]></category>
		<category><![CDATA[Liv Villa]]></category>
		<category><![CDATA[Mallerey Calgara]]></category>
		<category><![CDATA[Marcia Rubim]]></category>
		<category><![CDATA[matheus prado]]></category>
		<category><![CDATA[Mila Wander]]></category>
		<category><![CDATA[Mirella Ferraz]]></category>
		<category><![CDATA[mônica e monique sperandio]]></category>
		<category><![CDATA[nanuka andrade]]></category>
		<category><![CDATA[o império invisível]]></category>
		<category><![CDATA[o ladrão de destinos]]></category>
		<category><![CDATA[o mural das reticências]]></category>
		<category><![CDATA[o último mensageiro]]></category>
		<category><![CDATA[o véu]]></category>
		<category><![CDATA[os últimos heróis]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo baptista]]></category>
		<category><![CDATA[Samanta Holtz]]></category>
		<category><![CDATA[só por uma noite]]></category>
		<category><![CDATA[subtítulo]]></category>
		<category><![CDATA[Vanessa de Cássia]]></category>
		<category><![CDATA[willian nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[Yuri Emanuel]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1772</guid>
		<description><![CDATA[Lançamos a editora no final de 2011, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, com pouquíssimo conhecimento de mercado e muita fé no potencial de autores nacionais ainda desconhecidos. No ano seguinte, lançamos apenas dois livros (A Herança e O Livro do Fim do Mundo). Dois livros em um ano é muito pouco (como há de questionar você que lê este texto), mas foi um processo natural, de aprendizagens, e que vai de encontro às premissas da editora. Pouco mais de um ano depois, já enxergamos melhor o processo e temos maior facilidade para lidar com as dificuldades. Sempre disse, nas conversas com potenciais autores, que entendo que a aposta não é só minha. É deles também. É uma aposta em um projeto de longo prazo, e que pretende estar sempre de mãos dadas aos autores. Somos uma editora pequena (micro talvez seja a definição correta), mas contamos com produção própria. O que nos dá alguma tranquilidade para agir no ritmo que mais se enquadra ao nosso perfil. Nossa proposta é diferente. É realmente de aposta, de crescer junto com os nossos autores e ir construindo nosso terreno com o nosso catálogo. A ideia é crescer, mas crescer com qualidade. Enfim&#8230;... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Lançamos a editora no final de 2011, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, com pouquíssimo conhecimento de mercado e muita fé no potencial de autores nacionais ainda desconhecidos. No ano seguinte, lançamos apenas dois livros (<a href="http://subtitulo.com.br/catalogo/a-heranca/" target="_blank"><em>A Herança</em></a> e <a href="http://subtitulo.com.br/catalogo/o-livro-do-fim-do-mundo/" target="_blank"><em>O Livro do Fim do Mundo</em></a>). Dois livros em um ano é muito pouco (como há de questionar você que lê este texto), mas foi um processo natural, de aprendizagens, e que vai de encontro às premissas da editora.</p>
<p style="text-align: justify;">Pouco mais de um ano depois, já enxergamos melhor o processo e temos maior facilidade para lidar com as dificuldades. Sempre disse, nas conversas com potenciais autores, que entendo que a aposta não é só minha. É deles também. É uma aposta em um projeto de longo prazo, e que pretende estar sempre de mãos dadas aos autores.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos uma editora pequena (micro talvez seja a definição correta), mas contamos com produção própria. O que nos dá alguma tranquilidade para agir no ritmo que mais se enquadra ao nosso perfil. Nossa proposta é diferente. É realmente de aposta, de crescer junto com os nossos autores e ir construindo nosso terreno com o nosso catálogo. A ideia é crescer, mas crescer com qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim&#8230; acho que é válido passar um pouco das nossas ideias aos leitores e colaboradores, e dizer que 2013 promete ser um bom ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproveitando a deixa, apresento nossas próximas apostas e os projetos em andamento dos autores da casa. A ordem de apresentação dos títulos não reflete, obrigatoriamente, a ordem de publicação dos mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="warning box">
<div class="int">As capas à esquerda (e que ampliam ao clicar) são definitivas. As capas à direita, quando sem a tarja &#8220;sem capa ainda&#8221;, são capas produzidas pelos próprios autores, e que serão ainda trabalhadas pela editora.</div>
</div>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>O Ladrão de Destinos</strong></div>
</div>
<p><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Ladrao-de-Destinos.jpg" rel="fancybox"><img class="alignleft  wp-image-1776" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Ladrao-de-Destinos.jpg" width="100" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.skoob.com.br/livro/203005" target="_blank"><em>O Ladrão de Destinos</em></a> é nosso próximo lançamento. O novo livro de Nanuka Andrade, autor de <em>Camundo - o Desenho e a Sombra</em> (Underworld, 2011), conta a história de Mayumi Chen, uma menina de doze anos que sofre de sonambulismo. Em suas crises noturnas, acredita viajar para um lugar chamado &#8220;Orla&#8221;, onde irá se deparar com um sujeito misterioso e sombrio, conhecido por muitos naquele lugar apenas como o Ladrão de Destinos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Ladrão de Destinos</em> é uma ficção infanto-juvenil com uma trama bastante curiosa. Com um fio de tensão e passagens engraçadíssimas, Nanuka reafirma seu talento não só na produção de traços belíssimos, como também na construção de histórias originais.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de autor, Nanuka é ilustrador profissional e assina as ilustrações e capa do livro.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>O Último Mensageiro</strong></div>
</div>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img alt="" src="http://skoob.s3.amazonaws.com/livros/153106/O_ULTIMO_MENSAGEIRO_1297125582P.jpg" width="100" height="150" />
<p class="wp-caption-text">CAPA PROVISÓRIA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.skoob.com.br/livro/153106" target="_blank"><em>O Último Mensageiro</em></a> conta a história de Abel Antunes, um jovem geneticamente modificado cuja linhagem milenar se inicia com Abraão e passa pelos grandes reis de Israel e Jesus Cristo. Como último mensageiro, Abel terá por missão reconduzir o ser humano ao propósito de sua existência e, para tanto, será levado a um processo de iniciação ritualística em Bali, na Indonésia. Ali, Abel receberá os poderes para que possa voltar ao Brasil e dar continuidade à sua missão enquanto a CIA tenta localizá-lo, mobilizando todo o exército indonésio na sua captura. O trabalho de Abel se desenvolve em meio às constantes tentativas de eliminá-lo, até o surpreendente final em 2046.</p>
<p style="text-align: justify;">Ensinamentos espirituais, tradições balinesas, origens da humanidade, Pink Floyd e o Mágico de Oz. Amor, magia e poder, além de pitadas de humor, se misturam nesta grande aventura que certamente levará o homem a repensar suas atitudes em relação ao planeta e a forma como lida com ele. Antes que seja tarde demais.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>Em contos de amor</strong></div>
</div>
<p><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Em-contos-de-amor-frente.jpg" target="_blank" rel="fancybox"><img class="wp-image-1799 alignleft" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Em-contos-de-amor-frente.jpg" width="100" height="150" /></a><a href="http://www.skoob.com.br/livro/299092-em-contos-de-amor" target="_blank"><em>Em contos de amor</em></a> se explica no nome&#8230; é uma coletânea de contos que tem como tema central o amor.</p>
<p style="text-align: justify;">A coletânea inclui 15 autores nacionais, a maioria já publicados, sendo eles: <a href="http://www.skoob.com.br/autor/3251-adriana-brazil" target="_blank">Adriana Brazil</a>, Bruna Lobato, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/4995-camila-nascimento-silva" target="_blank">Camila Nascimento</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/6804-cesar-costa" target="_blank">César Costa</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/6781--deise-c-muller" target="_blank">Deise Müller</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/5352-fernanda-belem" target="_blank">Fernanda Belém</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/livro/234736-entre-dois-mundos" target="_blank">Ligia Miraglia</a>, Liv Villa, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/5473-mallerey-calgara" target="_blank">Mallerey Calgara</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/6691-marcia-rubim" target="_blank">Marcia Rubim</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/7333-mila-wander" target="_blank">Mila Wander</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/7337-mirella-ferraz" target="_blank">Mirella Ferraz</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/5607-samanta-holtz" target="_blank">Samanta Holtz</a>, <a href="http://www.skoob.com.br/autor/6042-vanessa-de-cassia" target="_blank">Vanessa de Cássia</a> e <a href="http://www.skoob.com.br/autor/5261-yuri-emanuel" target="_blank">Yuri Emanuel</a>.</p>
<p>Com estilos tão variados e talento de sobra, a coletânea traz histórias que vão da fantasia ao contemporâneo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class=" box">
<div class="int"><strong>Só por uma noite</strong></div>
</div>
<p><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/So-por-uma-noite.jpg" rel="fancybox"><img class="alignleft" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/So-por-uma-noite.jpg" width="100" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.skoob.com.br/livro/295826" target="_blank"><em>Só por uma noite</em></a> é o novo livro das gêmeas Mônica e Monique Sperandio, autoras de <em>Sete Vidas</em> (Underworld, 2011).</p>
<p style="text-align: justify;">O livro conta a história das amigas Sam, Nat, Marina e Daphne. Na noite mais reveladora de suas vidas, enfrentarão seus maiores medos, devido a uma lista de desafios deixada para elas cumprirem. Então o que, possivelmente, poderia dar errado na tão esperada noite das quatro amigas? Quase tudo, é claro. Declarações de amor frustradas, verdades engasgadas e loucuras em cada item da lista as aguardam nessa noite. Para sobreviver a lista de desafios e para revelar a verdade para suas amigas, Samanta vai precisar de toda a sua coragem. Mas como ela irá fazer isso se toda vez que é corajosa algo a sua volta desmorona?</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong style="text-align: justify;">O Império Invisível</strong></div>
</div>
<p><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Imperio_Invisivel.jpg" rel="fancybox"><img class=" wp-image-1799 alignleft" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Imperio_Invisivel.jpg" width="100" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">11 de setembro de 2001. Inicia-se a última fase da maior conspiração de todos os tempos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o ponto de partida do romance policial <a href="http://www.skoob.com.br/livro/299871" target="_blank"><em>O Império Invisível</em></a>, que nasceu de uma extensa pesquisa em fontes históricas. A obra leva o leitor às origens modernas de sociedades secretas como a Maçonaria e os Illuminati, suas relações com o velho mundo e o recém independente continente americano. Mais do que isso, <em>O Império Invisível</em> mostra ao leitor o verdadeiro império que dirige o mundo, por trás dos governos das principais nações do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Eduardo Schroeder criou um <em>thriller</em> muito bem desenhado, projetado para jovens e adultos, seguindo a fórmula de sucesso que reúne fotos históricos reais, enredo bem tramado, ação do início ao fim e uma pitada de polêmica. Um romance capaz de prender o leitor do primeiro ao último parágrafo.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>Os Últimos Heróis</strong></div>
</div>
<p><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Ultimos_Herois_FINAL.jpg" rel="fancybox"><img class=" alignleft" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/Ultimos_Herois_FINAL.jpg" width="100" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.skoob.com.br/livro/238017-os-ltimos-herois" target="_blank"><em>Os Últimos Heróis</em></a> é um romance único. Diante da curiosidade e da escassez de material produzido sobre a participação da FEB, a Força Expedicionária Brasileira, Matheus Prado criou um romance que mescla história e fatos reais sobre a tão pouco conhecida, e tão importante, participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de ser abandonado pela mulher que amava, Diogo Prado vê sua vida desmoronar. Ao mesmo tempo, a Guerra na Europa seguia num ritmo frenético e destruidor. Para piorar a situação, Diogo é convocado para integrar a FEB, criada pelo governo brasileiro como apoio aos países Aliados. Este teria sido o golpe final para Diogo, não fosse a amizade que desenvolveu com o cômico soldado Almeida e com o imponente e altruísta sargento Teodoro, que o salvou de um destino cruel. Na Itália, aprende sobre companheirismo e descobre que a guerra não é um lugar para seres humanos. Afinal, a paz jamais pode ser alcançada através da morte. Seguindo de perto os passos de um GC de Patrulha do 1º RI, o Regimento Sampaio, este livro te transportará ao universo da Segunda Guerra Mundial, usando os campos gelados da Itália como palco para a trama. Afinal, o que é certo? Morrer por seu país, ou viver por ele?</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>Brincando de Deus</strong></div>
</div>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/semcapa.jpg" width="100" height="150" /><em>Brincando de Deus</em> é o romance de estreia das autoras Jéssica Ribeiro e Letícia Pan. Com um prólogo de prender o mais disperso dos leitores e uma escrita ao mesmo tempo leve e compromissada, o livro conta a história de  Cassie,  uma adolescente comum do ensino médio. Incitada por um trabalho de Sociologia, cuja questão era “Qual o líquido mais precioso do mundo?”, Cassie lembra-se de sua mãe, vítima do câncer, e faz o trabalho sobre o líquido mais importante para ela: a medula óssea. Muito religioso, o professor vê aquele trabalho como afronta e diz que ninguém pode “brincar de Deus”.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do debate que se inicia, Cassie resolve levar o trabalho além, doando sua medula pra alguém que terá sorte maior do que sua mãe. Assim ela conhece Ethan, um garoto arrogante que, apesar de doente, não gosta que ninguém sinta pena dele. Cassie só queria ensinar alguma coisa a seus colegas, mas é ela quem acaba aprendendo muito no final das contas.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>Dex</strong></div>
</div>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img class="  " alt="" src="http://skoob.s3.amazonaws.com/livros/3360/DEX_1231360982P.jpg" width="100" height="150" />
<p class="wp-caption-text">CAPA PROVISÓRIA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.skoob.com.br/livro/3360" target="_blank"><em>Dex</em></a> é o primeiro livro da série &#8220;O Mundo Místico de Hevendor&#8221;, um mundo repleto de fantasia, criaturas incríveis e heróis com poderes extraordinários.</p>
<p style="text-align: justify;">Cenildon Muradi criou uma fábula divertidíssima, com um herói engraçado e cativante. Tudo começa quando uma criança é deixada na soleira da porta de um simplório casebre, onde vive Algred, um velho entalhador local. Assim surge Dex: uma criança misteriosa que, em meio a estranhos eventos, acaba tocando uma Pedra Mística, um raro artefato que tem como único propósito conferir incríveis poderes ao futuro herói que deverá proteger a região.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo crescendo cercado por pessoas que o odeiam, Dex torna-se um garoto bondoso, cujo único objetivo é se tornar o Herói Supremo de Hevendor. Sonho que passa a se tornar realidade, assim que seus surpreendentes poderes começam a aparecer. Mas assim que a notícia do surgimento de seus espantosos poderes se alastra, olhos cobiçosos de homens perigosos e influentes voltam-se para o pequeno e ingênuo garoto. Então Dex parte de sua terra natal, deixando para trás a paz da vida que conhecia até então para trilhar um caminho cheio de aventuras, maravilhas e perigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas profundezas da Floresta Vermelha, onde a misteriosa Torre de Topázio, erguida pelos já extintos Elfos, faz sua vigília, Dex passará por um árduo treinamento que fortalecerá seu corpo e caráter.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>O Véu</strong></div>
</div>
<div id="attachment_1799" class="wp-caption alignright" style="width: 110px"><img class=" wp-image-1799" alt="" src="http://skoob.s3.amazonaws.com/livros/71499/O_VEU_1295742806P.jpg" width="100" height="150" />
<p class="wp-caption-text">CAPA PROVISÓRIA</p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.skoob.com.br/livro/71499-o-veu" target="_blank"><em>O Véu</em></a> é um livro que ganhou notoriedade somente com divulgação independente e distribuição gratuita do livro. Após um trabalho exaustivo de propaganda, Willian Nascimento destacou-se pela escrita atraente e cativante, e pela trama simples e envolvente.</p>
<p style="text-align: justify;">A história gira em torno de Ana. Uma jovem que cresceu em um mundo de magia, trazido a ela através de suas tias e das histórias que elas lhe contavam em volta da fogueira em Três Corações. Porém, com a morte prematura delas e o crescimento de Ana, a garota logo viu que se quisesse crescer saudável e normal, teria de abdicar das fantasias de infância. Desse modo, passou a ser como todas as garotas normais. Era feliz, estudava, saía, gostava de música e tinha amigos. Porém, quando seu melhor amigo, Ian, começa a apresentar comportamentos estranhos, que remetem às antigas histórias contadas em volta da fogueira anos atrás, Ana percebe que precisa descobrir mais sobre aquilo que até então lutou para considerar mito.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>13 Mulheres e uma Sexta-feira</strong></div>
</div>
<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignright" alt="" src="http://skoob.s3.amazonaws.com/autores/4995/49951332368076G.jpg" width="108" height="108" /></em>Em<em> 13 Mulheres e uma Sexta-feira</em>, Camila Nascimento conta histórias independentes de 13 mulheres e suas aventuras vividas numa sexta-feira. O projeto de contos vem em um momento em que a autora vinha produzindo contos em série e resolvemos colocá-los em um livro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>13 Mulheres e uma Sexta-feira</em> é um aperitivo para os fãs de <a href="http://www.skoob.com.br/livro/174789" target="_blank"><em>Você tem Meia Hora</em></a>, enquanto aguardam o novo romance da autora, já em processo de criação.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>O Mural das Reticências</strong></div>
</div>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignright" alt="" src="http://skoob.s3.amazonaws.com/autores/5261/52611351209132G.jpg" width="108" height="108" />O novo trabalho de Yuri Emanuel, autor de <em><a href="http://www.skoob.com.br/livro/185854" target="_blank">Azul Miosótico</a>,</em> traz, mais uma vez, um romance surpreendente.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo como cenário a mesma ilha onde Abby pintara suas telas e a Roxie compusera suas melhores linhas, Yuri cria um tom diferente na paisagem calma, agora tão característica. Benjamin é um reflexo contraditório da juventude em dias atuais. E esta juventude é, em partes, retratada nas páginas deste projeto. Em partes porque, diferente da cultura teen-de-desodorante à qual estamos acostumados, <em>O Mural das Reticências</em> não é um texto que aborda os clichês adolescentes que são cheios de problemas midiáticos sob formas de conselhos que ignoram a antiga juventude que a experiência carrega. Este é um livro que fala sobre o silêncio, e sobre os pesos e amarras que a sua escolha traz.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as personagens deste livro, toda a trama que as envolve, são especialmente relacionadas ao que todos nós esquecemos que temos: os laços que se formam e nos moldam quietamente, além da nossa percepção. “E o verdadeiro amor espera em pirulitos e batatas fritas”, como diz o Radiohead, a banda preferida do Bennie. Esse é o ponto: o que já deixamos de ganhar, o que já pudemos mudar apenas por nos abstermos de fechar a boca? Essa ponderação é eterna, é reticente. Sem querer, é o Benjamin.</p>
<div class=" box">
<div class="int"><strong>Europa Una</strong></div>
</div>
<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignright" alt="" src="http://skoob.s3.amazonaws.com/autores/5200/52001311953673G.jpg" width="108" height="108" /></em>No novo livro (ainda em produção) de Rodrigo Baptista, autor de <a href="http://www.skoob.com.br/livro/185851" target="_blank"><em>Cultivados</em></a>, a Europa, desolada após a Segunda Guerra Mundial, encontra em Ewan Holt, um conflituoso herói de guerra britânico, a esperança de uma nova vida. Com seu carisma, ganha espaço no cenário político e conquista ainda mais a admiração do povo europeu. Com o tempo, se vê como um competente governante, não apenas de um país específico, mas de praticamente todo o continente. Mal sabem os cidadãos que um novo pesadelo está por surgir.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/reflexoes-e-lancamentos-futuros/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sobre perspectivas e mudanças</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/sobre-perspectivas-e-mudancas/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/sobre-perspectivas-e-mudancas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 20:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lorran Feital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Fedro]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Zaid]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Claude Carrière]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[LivroDigital]]></category>
		<category><![CDATA[Marshall McLuhan]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças]]></category>
		<category><![CDATA[Platão]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Thoth]]></category>
		<category><![CDATA[Transformações]]></category>
		<category><![CDATA[Umberto Eco]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1718</guid>
		<description><![CDATA[As variações em torno do objeto livro não modificaram sua função, nem sua sintaxe, em mais de quinhentos anos. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados. Com a afirmativa acima, Umberto Eco faz uma ampla e apaixonada defesa do livro de papel em seu livro, escrito em parceria com Jean-Claude Carrière, Não contem com o fim do livro. Mas será o livro (tratemos o livro de papel apenas como “livro”) uma ferramenta tão perfeita assim, que desbanca inovações e pode se dar ao luxo de “não ser aprimorado”? Será também que o livro digital representa ameaça ao “futuro do livro”? Vou tentar, ao longo de alguns posts aqui no blog, apontar perspectivas para o mercado editorial na minha singela análise. Não busco, e certamente não alcançarei, as respostas às perguntas acima, mas apontarei novos caminhos possíveis, bem como as possibilidades para um mercado editorial chacoalhado pelas novas formas de comunicação e, principalmente, pelo avanço do livro digital. Mas, antes de tudo, é preciso ressaltar que mudanças sempre ocorreram e são a base evolutiva da nossa sociedade. Apedrejar o livro digital e dar o livro como morto são... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;">As variações em torno do objeto livro não modificaram sua função, nem sua sintaxe, em mais de quinhentos anos. O livro é como a colher, o martelo, a roda ou a tesoura. Uma vez inventados, não podem ser aprimorados.<a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=510495942324519&amp;set=a.441008295939951.97913.150790564961727&amp;type=1&amp;relevant_count=1" target="_blank"><img class="alignright" style="margin: 0px -10px -20px 0px; padding: 0px; border-width: 0px; background-color: transparent; background-position: 100% 100%; background-repeat: no-repeat no-repeat;" title="Compartilhar no Facebook" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/barra-curtir-citacao2.png" width="46" height="44" /></a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Com a afirmativa acima, Umberto Eco faz uma ampla e apaixonada defesa do livro de papel em seu livro, escrito em parceria com Jean-Claude Carrière, <a href="http://www.skoob.com.br/livro/105184" target="_blank"><i>Não contem com o fim do livro</i></a>. Mas será o livro (tratemos o livro de papel apenas como “livro”) uma ferramenta tão perfeita assim, que desbanca inovações e pode se dar ao luxo de “não ser aprimorado”? Será também que o livro digital representa ameaça ao “futuro do livro”? Vou tentar, ao longo de alguns posts aqui no blog, apontar perspectivas para o mercado editorial na minha singela análise. Não busco, e certamente não alcançarei, as respostas às perguntas acima, mas apontarei novos caminhos possíveis, bem como as possibilidades para um mercado editorial chacoalhado pelas novas formas de comunicação e, principalmente, pelo avanço do livro digital.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, antes de tudo, é preciso ressaltar que mudanças sempre ocorreram e são a base evolutiva da nossa sociedade. Apedrejar o livro digital e dar o livro como morto são temas constantes nesse diálogo. É preciso, entretanto, lembrar que, principalmente na comunicação, tecnologias anteriores também surgiram e foram cunhadas como “aniquiladoras” de suas predecessoras. E essa questão não é recente. Vem de longe essa discussão, e reverberou em debates como televisão <i>versus</i> rádio, fotografia <i>versus</i> pintura, cinema <i>versus</i> teatro, escrita <i>versus</i> memória.</p>
<p style="text-align: justify;">A discussão é tão antiga que pode ser encontrada em diálogo de <a href="http://www.skoob.com.br/livro/13679" target="_blank"><i>Fedro</i></a>, quando Sócrates apresenta o mito de Thoth, o deus egípcio inventor do número, do cálculo, da geometria, astronomia, do jogo de damas, dos dados, e também da escrita:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Dizem que Tamuz fez a Thoth diversas exposições sobre cada arte, condenações ou louvores cuja menção seria por demais extensa. Quando chagaram à escrita, disse Thoth: “Esta arte, caro rei, tornará os egípcios mais sábios e lhes fortalecerá a memória; portanto, com a sabedoria”. Responde Tamuz: “Grande artista Thoth! Não é a mesma coisa inventar uma arte e julgar da utilidade ou prejuízo que advirá aos que a exercerem. Tu, como pai da escrita, esperas dela com teu entusiasmo precisamente o contrário do que ela pode fazer. Tal coisa tornará os homens esquecidos, pois deixarão de cultivar a memória; confiando apenas nos livros escritos, só se lembrarão de um assunto exteriormente e por meio de sinais, e não em si mesmos. Logo, tu não inventaste um auxiliar para a memória, mas apenas para a recordação. Transmites aos teus alunos uma aparência de sabedoria, e não a verdade, pois eles recebem muitas informações sem instrução e se consideram homens de grande saber, embora sejam ignorantes na maior parte dos assuntos. Em conseqüência serão desagradáveis companheiros, tornar-se-ão sábios imaginários ao invés de verdadeiros sábios”.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É fato! As novas tecnologias sempre tiveram papel ameaçador frente às tecnologias vigentes. A repulsa de Tamuz em relação à escrita reflete seu medo em relação à substituição da tecnologia da época (a oralidade). Perder-se-ia, com o advento da escrita, a capacidade do homem de cultivar a memória, já que este teria como deixar tudo registrado. O que vemos hoje é o inverso, já que a escrita fez com que uma gama maior de informações sobre o mundo pudesse ser organizada, aumentando assim nosso conhecimento. Mas é curiosa tal reação, já que podemos perceber o mesmo discurso nos dias de hoje em relação à<i> internet</i>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ambientes tecnológicos não são recipientes puramente passivos de pessoas, mas ativos processos que remodelam pessoas e igualmente outras tecnologias. - Marshall McLuhan</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">As tecnologias não se extinguem, complementam-se. A <i>internet</i> e as novas tecnologias não deram fim às tecnologias tradicionais, mas certamente fazem com que estas tenham que reconfigurar suas práticas, sem a substituição de seus respectivos antecedentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A proposta aqui, então, não é fazer previsões sobre o futuro de ambas as tecnologias (livro <i>versus</i> livro digital), mas sim realizar uma análise do mercado editorial, apresentando aspectos que são importantes no diálogo desse novo mercado que emerge.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra fechar por hoje, uma observação sagaz de <a href="http://www.skoob.com.br/livro/12551" target="_blank">Gabriel Zaid</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Graças aos livros, sabemos que Sócrates não confiava neles.<a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=510514555655991&amp;set=a.441008295939951.97913.150790564961727&amp;type=1&amp;relevant_count=1" target="_blank"><img class="alignright" style="margin: -20px -10px 0px 0px; padding: 0px; border-width: 0px; background-color: transparent; background-position: 100% 100%; background-repeat: no-repeat no-repeat;" title="Compartilhar no Facebook" alt="" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/barra-curtir-citacao2.png" width="46" height="44" /></a></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Afinal, por mais que Fedro tenha transmitido socraticamente os diálogos a Platão, este os registrou e imortalizou em forma de livro.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/sobre-perspectivas-e-mudancas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ilustrar</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/ilustrar/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/ilustrar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jan 2013 16:27:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nanuka Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Lee]]></category>
		<category><![CDATA[Alice]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Scatamacchia]]></category>
		<category><![CDATA[Ilustrações]]></category>
		<category><![CDATA[John Howe]]></category>
		<category><![CDATA[John Tenniel]]></category>
		<category><![CDATA[Julien Green]]></category>
		<category><![CDATA[Lewis Carroll]]></category>
		<category><![CDATA[Senhor dos Anéis]]></category>
		<category><![CDATA[Ted Nasmith]]></category>
		<category><![CDATA[Tolkien]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1653</guid>
		<description><![CDATA[Os pensamentos voam e as palavras andam a pé. Esse é todo o drama do escritor. É assim que gostaria de abrir espaço tão gentilmente cedido por meu editor, Lorran Feital: parafraseando Julien Green. Afinal, para quem escreve ou desenha (como é o meu caso), capturar pensamentos é uma arte que dura o instante de um momento! E algumas reflexões, como a maioria das pessoas já sabem, são breves e arredias, e merecem uma destreza maior, afinal, como coelhos, surgem e jamais voltam. E quando voltam (em momentos dos mais inapropriados), precisam ser agarrados a punho cerrado. Bom, seja como for, e porque também não inventaram nada que se ligue aos circuitos neuronais capazes de flagrar boas ideias e as compilarem instantaneamente em palavras ou desenhos, acredito que o desenho seja a arte que mais se aproxime desta instantaneidade. A cada movimento da mão (ou do antebraço, porque quando se desenha é como estar mexendo um caldeirão mágico), os pensamentos se materializavam no papel: cartolas, coelhos, avestruzes, pipas ou castelos. Dias destes estive arrumando minha estante e, enquanto separava livros antigos, me deparei com vários ilustrados. Sempre gostei de desenhos e livros. Ilustrados ainda mais. O primeiro deles foi Aventuras... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Os pensamentos voam e as palavras andam a pé. Esse é todo o drama do escritor.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É assim que gostaria de abrir espaço tão gentilmente cedido por meu editor, Lorran Feital: parafraseando Julien Green. Afinal, para quem escreve ou desenha (como é o meu caso), capturar pensamentos é uma arte que dura o instante de um momento! E algumas reflexões, como a maioria das pessoas já sabem, são breves e arredias, e merecem uma destreza maior, afinal, como coelhos, surgem e jamais voltam. E quando voltam (em momentos dos mais inapropriados), precisam ser agarrados a punho cerrado. Bom, seja como for, e porque também não inventaram nada que se ligue aos circuitos neuronais capazes de flagrar boas ideias e as compilarem instantaneamente em palavras ou desenhos, acredito que o desenho seja a arte que mais se aproxime desta instantaneidade. A cada movimento da mão (ou do antebraço, porque quando se desenha é como estar mexendo um caldeirão mágico), os pensamentos se materializavam no papel: cartolas, coelhos, avestruzes, pipas ou castelos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dias destes estive arrumando minha estante e, enquanto separava livros antigos, me deparei com vários ilustrados. Sempre gostei de desenhos e livros. Ilustrados ainda mais. O primeiro deles foi <em>Aventuras de Alice no País das Maravilhas</em>. Um com os desenhos de Claudia Scatamacchia (edição do Círculo do Livro), e outro com os de John Tenniel. Neste ponto, gostaria de levar este texto para um rumo ainda mais próximo do meu universo de escritor e desenhista, porque, embora tenha me encantado com os desenhos de John Tenniel, foi vendo, recentemente, os próprios desenhos de Lewis Carroll, que fui tocado profundamente.</p>
<div id="attachment_1660" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/01_Claudia_-Scatamacchia.jpg" rel="fancybox"><img class=" wp-image-1660  " alt="Ilustração de &quot;Aventuras de Alice no País das Maravilhas&quot; por Claudia Scatamacchia" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/01_Claudia_-Scatamacchia.jpg" width="450" height="250" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ilustração de &#8220;Aventuras de Alice no País das Maravilhas&#8221; por Claudia Scatamacchia</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Lewis Carroll era um desenhista amador, sem técnica, que usava a arte como um hobby. Suas ilustrações não gozavam do mesmo requinte dos traços de Sir. Tenniel, mas eram profundamente enigmáticos. Enquanto a Alice de Tenniel respeitava padrões acadêmicos, comportada e distante, a de Carroll era irregular e com um olhar desconcertante. Acredito que, depois que ele os fez, talvez houvesse atribuído novo sentido à história. Pelo menos é o que penso. Porque normalmente quando se desenha o que já foi escrito, pensa-se em novas possibilidades depois disso. Afinal, ao meu ver, existem ainda mais detalhes que poderiam ser apanhados em palavras, e que em decorrência da estilística, ou mesmo do que a história exige, não foram explorados. Quando o texto é do próprio desenhista então, a coisa fica mais instigante. E aqui, penso que, se Julien Green fosse também desenhista, diria algo próximo a “pensamentos voam, mas os desenhos também”, e certamente esta revelação teria diminuído um pouco mais o fardo do escritor.</p>
<div id="attachment_1661" class="wp-caption alignleft" style="width: 191px"><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/02_john_Tenniel.jpg" rel="fancybox"><img class="wp-image-1661             " alt="Ilustração de John Tenniel para &quot;Alice&quot;" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/02_john_Tenniel.jpg" width="181" height="140" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ilustração de John Tenniel para &#8220;Alice&#8221;</p>
</div>
<div id="attachment_1662" class="wp-caption alignleft" style="width: 255px"><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/03_Lewis_Carroll.jpg" rel="fancybox"><img class="wp-image-1662        " alt="A Alice de Lewis Carroll" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/03_Lewis_Carroll.jpg" width="245" height="145" /></a>
<p class="wp-caption-text">A Alice de Lewis Carroll</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Claro. Existem os dois lados da moeda, porque, neste ponto, se a visão do escritor pode ganhar com a tradução dos desenhos, por outro, pode coibir o leitor de imaginar a história. Afinal, parafraseando mais uma vez Julien Green, “um livro é uma janela pela qual nos evadimos”.</p>
<p style="text-align: justify;">E, normalmente, evadimos de um jeito todo particular&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de tudo, acredito que, da mesma forma que os livros ilustrados podem, em alguns casos, ser um fator limitador, por outro são responsáveis por grandes conquistas visuais. As ilustrações de Ted Nasmith, Alan Lee e John Howe, por exemplo, são uma grande demonstração disso. Na trilogia <em>O Senhor dos Anéis</em>, deixaram a narrativa de Tolkien ainda mais tangível, tanto quanto o texto podia oferecer. E muitas delas, e aqui incluo a paleta de cores, serviram de material para as artes conceituais dos filmes que viriam depois.</p>
<div id="attachment_1663" class="wp-caption alignleft" style="width: 240px"><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/04_Ted_Nasmith.jpg" rel="fancybox"><img class=" wp-image-1663            " alt="O &quot;Condado&quot; de Ted Nasmith" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/04_Ted_Nasmith.jpg" width="230" height="150" /></a>
<p class="wp-caption-text">O &#8220;Condado&#8221; de Ted Nasmith</p>
</div>
<div id="attachment_1664" class="wp-caption alignleft" style="width: 206px"><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/05_Alan_Lee.jpg" rel="fancybox"><img class=" wp-image-1664          " alt="Ilustração de Alan Lee para &quot;O Senhor dos Anéis&quot;" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/05_Alan_Lee.jpg" width="196" height="150" /></a>
<p class="wp-caption-text">Ilustração de Alan Lee para &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;</p>
</div>
<div id="attachment_1665" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a class="fancy fancybox" href="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/06_john_howe.jpg" rel="fancybox"><img class=" wp-image-1665       " alt="A famosa ilustração de John Howe para &quot;O Senhor dos Anéis&quot;" src="http://subtitulo.com.br/wp-content/uploads/2013/01/06_john_howe.jpg" width="450" height="308" /></a>
<p class="wp-caption-text">A famosa ilustração de John Howe para &#8220;O Senhor dos Anéis&#8221;</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Hoje, no entanto, quando penso em escrever, abuso da facilidade de desenhar, e, antes mesmo de conceber a história, crio as ilustrações. Captar o olhar de um personagem, sua personalidade, quais suas habilidades, ajudam no processo criativo: é como uma fotografia. Um instante congelado, efêmero e revelador. Mas não é sempre assim: desenho apenas quando sinto que a ilustração poderá me mostrar um caminho melhor do que as palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, apesar de tudo, continuo seguindo a pé, com as ilustrações no ar como pipas atreladas a um fio frágil, até que os pensamentos se transformem por vontade própria em desenhos, e muitos deles resolverem descer para o papel!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/ilustrar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Oscar to Oscar. E também A Curva.</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/oscar-to-oscar-e-tambem-a-curva/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/oscar-to-oscar-e-tambem-a-curva/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Dec 2012 00:03:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Emanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[ângulo reto]]></category>
		<category><![CDATA[arquiteto]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[caneta]]></category>
		<category><![CDATA[curvas]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[oscar niemeyer]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1505</guid>
		<description><![CDATA[especialmente para arquitetos. A notícia veio na madrugada, coincidentemente, no meio dos trabalhos em mais uma maquete. Fiquei calado um pouco, sem saber direito o que ouvir. Tomei um gole do gin seco e propus: — Ao Oscar. Usualmente, brindamos pra homenagear, saudar uma situação, uma memória, um caso ou, dentre vários outros motivos, uma pessoa. O brinde acima, feito sozinho, quase em silêncio, sob a luz da luminária, entretanto, não procurava saudar em si alguém. Nem o Oscar, nem o Niemeyer, nem o Oscar Niemeyer. Seria natural, estudante de arquitetura que sou, mas adianto dizendo que não era. Fiz um brinde pelo vazio à frente dos meus olhos, e saudei a memória da mente dona de uma filosofia, que de tão viva era artística. É ainda. Suponho que sempre vai ser. Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein Aí se fala dentro da arquitetura,... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>especialmente para arquitetos.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A notícia veio na madrugada, coincidentemente, no meio dos trabalhos em mais uma maquete. Fiquei calado um pouco, sem saber direito o que ouvir. Tomei um gole do <em>gin</em> seco e propus:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>—</strong> Ao Oscar.</p>
<p style="text-align: justify;">Usualmente, brindamos pra homenagear, saudar uma situação, uma memória, um caso ou, dentre vários outros motivos, uma pessoa. O brinde acima, feito sozinho, quase em silêncio, sob a luz da luminária, entretanto, não procurava saudar em si alguém. Nem o Oscar, nem o Niemeyer, nem o Oscar Niemeyer. Seria natural, estudante de arquitetura que sou, mas adianto dizendo que não era. Fiz um brinde pelo vazio à frente dos meus olhos, e saudei a memória da mente dona de uma filosofia, que de tão viva era artística. É ainda. Suponho que sempre vai ser.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em></em>Aí se fala dentro da arquitetura, mas não é só isso que eu via através do gin no copo, naquele momento singular. O que eu via era o entendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque francamente, caras, o que estamos fazendo, razoavelmente, o que não estamos dizendo? Parecemos sempre tão ávidos pela conquista que esquecemos que estamos assim correndo atrás do próprio rabo. A correria, a angústia, a pressa. Estamos com o olho no objetivo, e raramente, o choque: para. Por que mesmo estou correndo?</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso que lembremos sempre o motivo pelo qual nos propomos ao cansaço. Que a chama se permaneça ativa, a vela, içada. Do contrário, corremos o risco de estarmos sempre nos afogando em águas cada vez mais rasas, olhando desesperados a tábua das marés. E o mar não tá pra peixe, pasme: até o longevo Niemeyer morreu. E o que mais de nós morreu assim como ele, depois de tanto perdurar, tanto nos representar e se tornar nosso ícone? Ele, que exaltava a vida a aceitando como breve, vem com essa de morrer dando mais um lembrete: indubitavelmente, logo ou longe, a vida acaba. Nos impomos então a condição de viver bem.</p>
<p style="text-align: justify;">E viver bem é como desenhar de caneta. Você te que ser bom, muito bom  pra desenhar bem sem nunca precisar apagar. Só que pra isso, você precisa praticar, errar várias vezes, rasurar. Só que pra praticar, baby, é preciso querer desenhar.</p>
<p style="text-align: justify;">Ouço dos alunos às vezes: “mas eu não sei desenhar”. Nessas horas me lembro de lembrar que o traço mais valioso que existe não precisa de régua, mas de gradativa nitidez. É como nosso caminho nesse mundo, nossa marca, nossa trajetória: sinuosa, incerta, mas feita aos poucos e à mão. A nossa mão, ainda que fechada dentro dos bolsos.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos de mais leveza no que desenhamos pra nós, precisamos viver mais croqui.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos nos agachar ao lado das nossas crianças, apontar o horizonte e lhes dizer que não é lá que ele começa, e que horizonte é absolutamente qualquer lugar se você já tem onde quer chegar. E nossa meta tem que ser verde, tem que ser amarela, brilhar sob um brusco céu azul, guiada pelo Cruzeiro do Sul, um bem maior sem cor ou requisito. Copa, olimpíadas, parada gay, orgulho nacional? Precisamos é de defender nossas cores, fazer prorromper verdade nos corais, valorizar o nosso português. Amar de olhos certos, levantar a mão apenas pra abraçar. Será mesmo que só somos brasileiros quando torcemos juntos contra a Argentina em campo? E cadê o resgate de nós mesmos, a brasileiridade, a poesia da vida em cada projeto de sonho que ajudamos a esboçar?</p>
<p style="text-align: justify;">O Oscar Niemeyer não era grande porque era um bom arquiteto. Mas era um bom arquiteto por ser grande, pensar grande, e isso simplesmente se resume a aceitar a pequenez do que somos. É, somos pequenos, e frequentemente achamos isso uma coisa ruim, mas pensem um pouco comigo…</p>
<p style="text-align: justify;">Feliz do pequeno que tem no peito uma grande obra pra realizar. E se nossa vida às vezes se parece um filme, Oscar pro Oscar, vida e obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso pode começar introduzindo ao marasmo uma curva, transformar o serrilhado e o suavizar. Ser mais leve, ser mais menos, ser menos mais. Aceitar nossa condição e nossa solidão, brilhar os olhos no fim da noite tensa e fazer um brilho único como as colunas naquela Alvorada. Representar os nossos sonhos, interpretar antes de intervir, ouvir muito, muito mais antes de calar. O nosso silêncio não é só por hoje que representa um luto. Estamos à beira de não ter mais o ânimo de lutar. Então…</p>
<p style="text-align: justify;">Que eu me lembre sempre o motivo de cada manhã. Que nos lembremos sempre que pra dar sentido ao hoje existe o amanhã. Esse, que se formos cientes, é o verdadeiro imortal.</p>
<p style="text-align: justify;">E em cada fachada, uma herança. Em cada caminho absurdamente reto, uma Curva que sensibilize. Em cada milímetro, uma planta inteira pra cuidar. Plantar ensinando como regar, aceitar que a eternidade é um sonho pairando sereno, e independe do que executamos, depende apenas de quem nos amar. Assim somos todos arquitetos, aprendendo na prática o que é parar e projetar.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque cada um e todos que devíamos ser nós vão passar.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">A vida é um sopro.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/oscar-to-oscar-e-tambem-a-curva/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fluxo</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/fluxo/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/fluxo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Nov 2012 01:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Emanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1482</guid>
		<description><![CDATA[A sua cabeça recostada na janela empoeirada de um ônibus novo, o olhar circundando as formas curvas de um viaduto, você se vê num elevado, indo em direção a lugar algum. Sua mente divaga soturna no meio de um tempo que você não conhece, o agora faz com que o fino fio da esperança, agora já meio esticado, fique tenso a ponto de se romper. Qualquer mínimo sinal de toque e ele ressoa uma nota grave, melosa, a cuja vibração seus tímpanos respondem distraídos, quase esquecidos. Porque você não quer escutar nada, você liga o volume da música no máximo a fim de não escutar a voz dos seus próprios pensamentos. E não há surpresa ao ver que você não gosta do que vê através da janela, percebe que desgosta, numa noite crítica, a cidade que você ama. E você ama sem amar, sente falta sem saber. O que você sabe é que não dá pra continuar. Não nessa lamúria pesando mil tons. Não nesse descaso que se tornara o dia a dia. Abraçado ao ar que junta ao seu redor, pensando que talvez seja melhor estocar pra hora em que tudo vai acabar, você contamina o seu estoque com... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A sua cabeça recostada na janela empoeirada de um ônibus novo, o olhar circundando as formas curvas de um viaduto, você se vê num elevado, indo em direção a lugar algum. Sua mente divaga soturna no meio de um tempo que você não conhece, o agora faz com que o fino fio da esperança, agora já meio esticado, fique tenso a ponto de se romper. Qualquer mínimo sinal de toque e ele ressoa uma nota grave, melosa, a cuja vibração seus tímpanos respondem distraídos, quase esquecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque você não quer escutar nada, você liga o volume da música no máximo a fim de não escutar a voz dos seus próprios pensamentos.</p>
<p style="text-align: justify;">E não há surpresa ao ver que você não gosta do que vê através da janela, percebe que desgosta, numa noite crítica, a cidade que você ama. E você ama sem amar, sente falta sem saber. O que você sabe é que não dá pra continuar. Não nessa lamúria pesando mil tons. Não nesse descaso que se tornara o dia a dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraçado ao ar que junta ao seu redor, pensando que talvez seja melhor estocar pra hora em que tudo vai acabar, você contamina o seu estoque com o mesmo monóxido de carbono que você tragou de uma respiração inesquecível. Não se sente tão mal por estar no fundo do coletivo, sozinho. Mas se sente magoado por estar no fundo de um coletivo. Você anda se magoando fácil, anda se perguntando onde foram parar a calmaria e o sorriso. Faz isso procurando as meias de manhã, faz isso largando-as em um canto qualquer quando chega à noite. E no resto do dia, você se pega automático, um robozinho comum com coração de lata, rangidos e número de série… seria bom ter unicidade, seria bom não ter intempérie.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há uma lembrança que lhe comove um pouco, e essa lembrança é uma mescla estranha de passado com futuro. Você se lembra com o que sonhava, e no meio da pressa, você se esquece que não sonha tanto. Há pouco, apenas um toque gelado no seu braço aliviava o rojão. Mas Deus do céu, esse toque se tornara ausente,  e por consequência, você pensa que está cansado de toques que lhe comovem e lhe tiram um pouco do seu caminho, breves e abruptos como um empurrão. Procura pensar que se pudesse ver o Plano Mestre, veria que as pessoas que chegam dessa maneira são só ajustes que endireitam a rota lhe colocando pro caminho que talvez não seja o certo, mas é o que importa.</p>
<p style="text-align: justify;">E o que também importa é que você pensa. Torto, direito, em alguém, mas pensa. Queria mesmo era não sentir um pouco, mas a cura pra não sentir é sentir mais, sentir melhor. Outras coisas, outros cheiros, outras ruas e outras praças. E o que se sente é essa esperança, o velho fio esticado, incrivelmente, meio torto de esperança. Você pensa que está deitado, mas suas olheiras indicam que ao menos você não teve um pesadelo. Você espera parar de esperar, e enquanto isso, você vive porque a vida compreende de um paradoxo repleto de escolhas…</p>
<p style="text-align: justify;">…Sem lhe dar escolha.</p>
<p style="text-align: justify;">Você entende que seu desejo é escolher não escolher. Porque entende melhor que sua liberdade não significa estar livre de toda e qualquer amarra; está mais para a escolha de se prender ao que quiser. E você está preso… nessa gaiola cheia de rostos, você se prende, mas se alegra: porque o seu leito outrora seco recebeu a força do rio que desaguou potente. Sentindo o peso ou não, você agora sente; o som da chuva, a presença da serpente… a vida apática também sente, você tende a olhar desanimado quando a água barreia.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que alguma coisa no seu âmago se sente grata e você, feliz, puxa a cordinha pra descer na sua parada de sempre, subir a rua pavimentada de sempre, olhar as estrelas de ontem, com o passo agora ausente de pressa e conclui:</p>
<p style="text-align: justify;">A água vai ficando limpa aos poucos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/fluxo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma dessas românticas</title>
		<link>http://subtitulo.com.br/blog/uma-dessas-romanticas/</link>
		<comments>http://subtitulo.com.br/blog/uma-dessas-romanticas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2012 13:00:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri Emanuel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://subtitulo.com.br/?p=1421</guid>
		<description><![CDATA[Campina amanhece de ressaca, numa manhã fria do começo da primavera, repleta ainda do lixo deixado pelo dia de eleições, as bandeiras que foram por terra, os acidentes, as transições; o futuro dela começa a ser esboçado e eu me lembro de você. Evito os assuntos pesados, e não é questão de covardia: se trata apenas de indisposição. Porque numa manhã calada de primavera, o silêncio amplifica o som das preocupações e eu escolho tentar ficar leve, flutuando a uns dois centímetros da cama, e é por isso que eu me lembro de você, que saberia me entender. É que gritar não faz meu estilo: na hora da dor, leio como se fosse bula a agenda do celular. Tantos nomes e nada que eu entenda, passo direto pra cena em que engulo o dorflex. Deito quieto, calado e no escuro. Certeza, amanhã a dor de cabeça passa e, seminovo, vou conseguir levantar. De pé, eu vou lançar um pouco o olhar pra trás, e certamente: vou lembrar de você. Lembrar que você me pediu pra ficar enquanto decide se fica. E que eu, resoluto, fiquei plantado, ainda de pé, olhando a via. Parado, encarando curioso os relógios sem ponteiros, me... ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Campina amanhece de ressaca, numa manhã fria do começo da primavera, repleta ainda do lixo deixado pelo dia de eleições, as bandeiras que foram por terra, os acidentes, as transições; o futuro dela começa a ser esboçado e eu me lembro de você. Evito os assuntos pesados, e não é questão de covardia: se trata apenas de indisposição.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque numa manhã calada de primavera, o silêncio amplifica o som das preocupações e eu escolho tentar ficar leve, flutuando a uns dois centímetros da cama, e é por isso que eu me lembro de você, que saberia me entender. É que gritar não faz meu estilo: na hora da dor, leio como se fosse bula a agenda do celular. Tantos nomes e nada que eu entenda, passo direto pra cena em que engulo o dorflex. Deito quieto, calado e no escuro. Certeza, amanhã a dor de cabeça passa e, seminovo, vou conseguir levantar.</p>
<p style="text-align: justify;">De pé, eu vou lançar um pouco o olhar pra trás, e certamente: vou lembrar de você.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembrar que você me pediu pra ficar enquanto decide se fica. E que eu, resoluto, fiquei plantado, ainda de pé, olhando a via. Parado, encarando curioso os relógios sem ponteiros, me dou conta de que fiquei sem esperar.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho pensado tanto em você que confessar essa frase virou questão de necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não cheguei como uma visita dessas da tarde, que educadamente se sentam de pernas recolhidas e tomam pra si com cuidado pequenos goles do café. Bati com força na sua porta, e com o dedo espetado, apontei a porta do outro lado da rua, que eu escancarei pra que você entrasse. Meio que dá medo, eu sei. Mas eu não quero mais pensar no que pode dar errado.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque, no final das contas, sou só um menino. Desses, que olham com o olhar assustado quando a vida mostra seus dentes mais sinistros. Todos os homens são. Então, quando chegar a hora, passe a mão de leve nos meus cabelos, me olhe nos olhos… e não diga nada. Nada. Apenas me abrace, meio de lado e tomando para si os meus medos. Beije minha testa e só então fale…</p>
<p style="text-align: justify;">Fale apenas que está ali, e que eu não devo me preocupar: quando a noite chegar, sairemos os dois para ver as estrelas.</p>
<p style="text-align: justify;">E eu descobri assim que pra eu dizer “eu te amo”, sem que me rasgue, sem que me doa, sem que me desespere, tenho a necessidade, a profunda e verdadeira necessidade de dizer tal frase seguida de “também”. Por isso mesmo, carrego o céu da boca cheio de cortes de tanto comer salgado, de tanto falar de estrela, de tanto lembrar do teu gosto no meu. Encaro a cobertura de morango solar que contorna suas sinestésicas pupilas…</p>
<p style="text-align: justify;">E sem dor alguma, vou me erguer da cama e escrever um pouco pra dizer que lembrei de você, sem que o vento assustasse as folhinhas e os santinhos que repousam quietos no chão. Campina se recobra da ressaca, e enquanto a vida ainda acontece, enquanto ainda há chance de tudo acontecer, o mundo cheio de promessas às primeiras horas do dia, eu paro de pensar num processo calmo, um fade out do meu peito. Marco este dia no calendário, sinto aqueles sintomas que nós ríamos, aquela sensação esquisita que nos arrebatava e, do nada, paro de vez e  sorrio:</p>
<p style="text-align: justify;">Tinha esquecido como era, no meio de tudo, brotando do nada, soltar as amarras e lembrar de você.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://subtitulo.com.br/blog/uma-dessas-romanticas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
