Detalhes da Editora

Intrínseca

A Intrínseca foi fundada em dezembro de 2003, por Jorge Oakim. O primeiro livro lançado pela editora foi Hell, da francesa Lolita Pille. Ela cresceu de forma significativa quando obteve os direitos de lançamento de A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak, no Brasil; o livro vendeu mais de um milhão de cópias no país, e a editora se associou, então, à Sextante. A Intrínseca vendeu 725 mil exemplares em 2008, número que subiu para 3,8 milhões em 2009, após o lançamento da série Crepúsculo. Parte do sucesso da editora no mercado de livros se deve a sua atenção à demanda dos fãs de certas obras na internet; apesar de não contar com um sistema para pedidos diretos dos fãs, a Intrínseca tem uma equipe que monitora as comunidades de leitores e mantém contato permanente com fã-clubes.

Livros da Editora resenhados

Guerra
Biografia / 6 de setembro de 2013

Durante quinze meses, Sebastian Junger acompanhou um pelotão de infantaria do Exército dos Estados Unidos baseado no Vale do Korengal, uma remota área do leste do Afeganistão. A intenção era ao mesmo tempo simples e ambiciosa: transmitir a experiência dos que lutam em um campo de batalha, contar como se sente quem participa de uma guerra. Acompanhado do jornalista fotográfico Tim Hetherington – morto em abril num ataque de morteiro realizado pelas tropas de Muamar Kadafi, na Líbia –, Sebastian reuniu, entre 2007 e 2008, o material que deu origem ao documentário Restrepo, e ao livro Guerra. Mas apesar do conteúdo biográfico da obra, o texto é mais corrido do que se esperada para um livro do gênero. Sebastian recria diálogos a partir dos vídeos e de entrevistas realizadas, dando fluência ao texto. As cenas são recriadas, e não simplesmente contadas. O que nos faz sentir mais próximos dos acontecimentos. O grande diferencial de Guerra não reside no fato de o livro falar sobre guerra, mas sim por retratar os efeitos da guerra nos soldados, os motivos que levam jovens a se voluntariar, e – principalmente – os motivos que os fazem querer voltar. Junger recorre à biologia, à psicologia e à…

O Efeito Facebook
Negócios / 27 de fevereiro de 2011

Farei uma confissão a vocês! Sabe aqueles amigos chatos que ficavam tentando te tirar do Orkut, querendo que você se cadastrasse num tal de Facebook onde você não conhecia ninguém e tudo era em inglês? Pois é, eu sou um deles. Sempre fui early adopter quando se trata de novas tecnologias na web, e com o Facebook não foi diferente. Facebook… há pelo menos três meses esse viciante site azulzinho não me sai da cabeça. Apesar de parecer alguém que não faz nada além de ler (até parece), eu sou um estudioso das mídias e redes sociais. E, para mim, é sempre um prazer poder misturar as duas paixões. A trilogia a que me refiro no título desse post não é uma trilogia de verdade, mas são obras complementares – apesar de se tratarem de dois livros e um filme. Trata-se do livro Bilionários por Acaso (Ben Mezrich); A Rede Social (The Social Network), filme inspirado no livro Bilionários por Acaso; e O Efeito Facebook (David Kirkpatrick). Ambos os livros lançados no Brasil pela Intrínseca. Vamos por ordem cronológica. Em outubro do ano passado, foi lançado aqui no Brasil o livro Bilionários por Acaso. Digo que vejo essas obras como complementares…

Pequena Abelha
Romance / 27 de setembro de 2010

“Uma obra de arte: perturbadora, excitante e muito comovente.” – The Independent Disse tudo, a pessoa que escreveu estas palavras para o The Independent. E se eu tivesse que escolher apenas uma palavra, “perturbadora” seria ela. Pequena Abelha é daqueles livros que te levam a uma realidade que a gente custa a acreditar que possa ser real. Aquela sujeirinha que jogamos pra baixo do tapete para que tudo possa parecer bem. Realmente perturbadora a história da Pequena Abelha. O livro leva o nome de uma das principais personagens da trama, mas gosto muito mais do título original: The Other Hand. Apesar de todo o drama que é vivido nas 272 páginas desse excelente livro, The Other Hand exala um pouco da mensagem de esperança proposta ao final do livro. Sem contar que acredito que por mais superficiais que possam parecer os dramas de Sarah comparados ao de Pequena Abelha, as duas histórias tem a mesma importância para a construção da trama. Você também teve problemas, Sarah. Está enganada se pensa que isso não é comum. Vou lhe dizer: os problemas são como o oceano – cobrem dois terços do mundo. O livro tem como start um primeiro encontro entre as duas…

As Garotas da Fábrica
Biografia / 15 de setembro de 2010

A República Popular da China é o terceiro maior país do mundo em área; tem 1,3 bilhão de habitantes (20% da população mundial); e se tornou uma das economias que mais cresce no mundo, estando entre as dez maiores. O país tem taxas de crescimento de cerca de 9% ao ano e se tornou um gigante do comércio, conquistando o quinto lugar em exportações.* Com números tão expressivos e com os holofotes voltados para o país, era de se esperar que começássemos a criar certa curiosidade em relação ao gigante asiático. Pelo menos comigo foi assim, e posso dizer que tive duas experiências literárias fantásticas em relação à China. A primeira foi com o livro Adeus, China, do bailarino chinês Li Cunxin, e a segunda com As Garotas da Fábrica, da jornalista norte-americana Leslie T. Chang. Impossível não correlacionar esses dois livros, são complementares. É extremamente interessante notar as diferenças do olhar chinês e do olhar americano. Mas deixemos o primeiro para um próximo momento. Na resenha de hoje falarei d’As Garotas da Fábrica, já que quero reler Adeus, China antes de resenhá-lo. Comecemos pela autora: Leslie T. Chang é uma jornalista estadunidense filha de imigrantes chineses. Apesar de falar…

Cotoco
Infanto-Juvenil / 24 de agosto de 2010

Se eu fosse me basear no que tenho lido ou ouvido falar sobre o que as pessoas acham – sem ler, claro – do livro tema dessa resenha de hoje para decidir se o leria ou não, ela certamente não sairia. Mas não, pessoal, o livro não é bobo. Nada de fazer caretas e torcer o nariz. Em suas 392 páginas, Cotoco é simplesmente genial. Na verdade, o nome do livro não é apenas Cotoco, mas Cotoco: o diário perversamente engraçado de um garoto de 13 anos. Perversamente engraçado é a palavra chave. É um humor extremamente aguçado, que te faz sorrir pela franqueza de como o fato é contado. Já me faz vislumbrar um filme com Christopher Mintz-Plasse, Michael Cera, Jonah Hill, Seth Rogen e companhia. Sábado, 22 de janeiro (…) 20h Assisti Uma linda mulher, com a Julia Roberts, na sala comunitária. Ela é realmente perfeita. Fiquei com uma inveja danada do Richard Gere. Depois de me formar, vou sair pelas ruas procurando prostitutas feito a Julia. John “Cotoco” Milton é um personagem extremamente cativante, e junto com seus colegas de internato conhecidos como “Os Oito Loucos” – Cotoco, Rambo, Cachorro Doido, Simon, Rain Man, Lagartixa, Barril e…