O Vendedor de Armas
Romance Policial / 15 de maio de 2010

Neste post irei fazer minha resenha do livro O Vendedor de Armas, de Hugh Laurie, lançado no começo do ano aqui no Brasil pela editora Planeta. Mas, antes de qualquer coisa, uma informação se faz necessária: The Gun Seller, a versão original do livro, é de 1996. Ou seja, antes de o ator tornar-se o muldialmente famoso Dr. House. Antes mesmo de sua aparição em sucessos como Stuart Little e O Homem da Máscara de Ferro. O aviso acima faz-se necessário à medida que é impossível não comparar o personagem da trama com o sagaz Dr. House. O humor aguçado é o ponto forte do livro, que possui um forte viés jamesbondiano e um anti-herói super carismático. Tudo começa quando Thomas Lang, um ex-militar de elite, recebe uma proposta de 100 mil dólares para matar um empresário americano. Cínico, sarcástico e irônico, mas de forma alguma um assassino profissional. Lang procura descobrir as implicações desta proposta e acaba envolvido numa trama internacional, com muitas mortes, brigas e, é claro, lindas mulheres. O personagem sofre poucas e boas com as reviravoltas do enredo, dessas que você tem que ficar voltando as páginas para saber quem são os heróis e quem são…

Admirável Mundo Novo
Ficção Científica / 13 de abril de 2010

Escrito por Aldous Huxley em 1932 , Admirável Mundo Novo projeta um tipo de sociedade àquela época virtual, onde o domínio quase integral das técnicas e do saber científico produz uma sociedade totalitária e desumanizada. Imaginemos uma sociedade onde desde o berço, os homens são condicionados a obedecer certos padrões, fazendo as pessoas amarem o seu destino social e dele não poderem escapar. Uma sociedade onde família, sentimento, espiritualidade, velhice tornam-se valores ultrapassados; a reprodução da espécie se dá em laboratórios e a palavra “mãe” torna-se obscena; os seres são classificados em castas pré-organizadas, onde cada casta tem sua função específica e única; a liberdade inexiste, todas as atividades desenvolvidas foram pré-condicionadas; preserva-se o corpo de tal maneira que aos sessenta anos todos ainda têm uma aparência jovial; a felicidade se dá à base de sedativos, pois em qualquer momento de distração todos se sentem desviantes da norma e se entregam ao “Soma”; e o consumo sem limite, constituíam o modelo ideal de organização humana. Nessa sociedade, deparamo-nos com uma atitude onde o trabalho deixa de ser uma atividade cansativa e chata. Os indivíduos sentem-se felizes e satisfeitos com suas funções, pois devido aos condicionamentos sofridos, no seu ambiente de…