Editora Sextante

Geraldo Jordão Pereira (1938-2008) começou sua carreira aos 17 anos, quando foi trabalhar com seu pai, o célebre editor José Olympio, publicando obras marcantes como O menino do dedo verde, de Maurice Druon, e Minha vida, de Charles Chaplin. Em 1976, fundou a Editora Salamandra com o propósito de formar uma nova geração de leitores. Em 1992, fugindo de sua linha editorial, lançou Muitas vidas, muitos mestres, de Brian Weiss, livro que deu origem à Editora Sextante. Fã de histórias de suspense, Geraldo descobriu O Código Da Vinci antes mesmo de ele ser lançado nos Estados Unidos. A aposta em ficção, que não era o foco da Sextante, foi certeira: o título se transformou em um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos.
Caim e Abel
Romance / 28 de junho de 2010

Não é sempre que paramos para pensar na infinidade de livros publicados – principalmente se olharmos para fora do Brasil, da outra infinidade de livros que queremos ler, e dos tantos outros que sabemos que nunca iremos ler, pois não teremos tempo para tudo. Então, vez ou outra, acabamos descobrindo “novos livros” nesse grande emaranhado de publicações. E como é bom quando acontece. Caim e Abel é um romance escrito em 1979 pelo britânico Jeffrey Archer, polêmico político, escritor e intitulado Barão Archer de Weston-super-Mare. Mas para mim, o que importa é a definição do Los Angeles Times: Um dos 10 maiores contadores de história do mundo. Relançado recentemente pela Sextante, comecei a ler este livro com certo receio. Indicaram-me enfaticamente e por isso acabei lendo-o, mas achando que lidaria com assuntos de cunho religioso. Ledo engano. Caim e Abel é, antes de tudo, uma grande lição de vida. Traz exemplos de perseverança, lealdade, amor e mostra como o ódio cego pode nos levar a cometer os piores erros. Além disso, o autor esmiuça as transformações políticas e econômicas, principalmente nos Estados Unidos, passando por guerras, resseções e períodos de estabilidade, e mostra como este se transformou na terra das oportunidades…

O Símbolo Perdido
Romance Policial / 21 de abril de 2010

É engraçado como referências ruins podem facilmente nos conduzir ao erro. Após ler o excelente O Código Da Vinci, procurei outros títulos do autor, esperando encontrar a mesma qualidade. Mas o problema de se usar o “melhor” livro de um autor como referência é que acabamos esperando que todos os seus livros estejam no mesmo nível. Nem sempre estão. Contei que resolvi ler Eu Sou o Mensageiro, de Markus Zusak, após ler A Menina que Roubava Livros. Neste caso, a experiência foi positiva. Mas nem sempre é. O segundo livro que li de Dan Brown foi Fortaleza Digital, seu primeiro livro – sim, eu tenho mania de querer ler as obras dos autores por ordem cronológica – e, neste caso, acabei relegando Dan Brown a segundo plano. Fortaleza Digital não é ruim. Mas também não tem nada demais – pelo menos comparado a O Código Da Vinci. Acabei não lendo nenhum de seus outros títulos. Tampouco fiquei empolgado com o lançamento de O Símbolo Perdido. Tudo por causa da má impressão que Fortaleza Digital me causou. Um dia desses resolvi assistir Anjos e Demônios na TV, num canal à cabo qualquer. – Opa… até que não é ruim não, ein?!,…