Pequena Abelha

27 de setembro de 2010, por

Resumo

Título:

Pequena Abelha (The Other Hand)

Autor:

Chris Cleave

Editora:

Intrínseca

Páginas:

272

Publicação:

2010

ISBN:

9788598078939

Preço:

39,90

Avaliação:

“Uma obra de arte: perturbadora, excitante e muito comovente.” – The Independent

Disse tudo, a pessoa que escreveu estas palavras para o The Independent. E se eu tivesse que escolher apenas uma palavra, “perturbadora” seria ela. Pequena Abelha é daqueles livros que te levam a uma realidade que a gente custa a acreditar que possa ser real. Aquela sujeirinha que jogamos pra baixo do tapete para que tudo possa parecer bem. Realmente perturbadora a história da Pequena Abelha.

O livro leva o nome de uma das principais personagens da trama, mas gosto muito mais do título original: The Other Hand. Apesar de todo o drama que é vivido nas 272 páginas desse excelente livro, The Other Hand exala um pouco da mensagem de esperança proposta ao final do livro. Sem contar que acredito que por mais superficiais que possam parecer os dramas de Sarah comparados ao de Pequena Abelha, as duas histórias tem a mesma importância para a construção da trama.

Você também teve problemas, Sarah. Está enganada se pensa que isso não é comum. Vou lhe dizer: os problemas são como o oceano – cobrem dois terços do mundo.

O livro tem como start um primeiro encontro entre as duas personagens citadas – Pequena Abelha (uma refugiada nigeriana) e Sarah (editora de uma revista de moda londrina), quando a decisão de uma afeta diretamente a vida da outra – e vice-versa. Apesar de outros personagens serem importantes na trama, não o são no mesmo nível de Sarah e Pequena Abelha. São os encontros perturbadores entre as duas que amarram de forma surpreendente a história do livro. Mesmo Batman (Charlie, filho de Sarah) sendo um símbolo perfeito do poder das escolhas em nossas vidas.

Mas realmente, conforme proposto na contracapa de Pequena Abelha, “não queremos lhe contar o que acontece neste livro. É realmente uma história especial e não queremos estragá-la.”

Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser o nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: ‘Eu sobrevivi.’

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