Perfeitos

31 de janeiro de 2011, por

Resumo

Título:

Perfeitos (Pretties)

Autor:

Scott Westerfeld

Editora:

Galera Record

Páginas:

384

Publicação:

2011

ISBN:

9788501083715

Preço:

54,90

Avaliação:

Viu como o tempo passa rápido. Reclamei em maio, na minha resenha de Feios, que “o pior é ter que esperar a continuação do livro”. Pois aqui está ela. E nem doeu tanto esperar.

E quem leu a minha resenha, sabe que eu me empolguei bastante com Feios. Não por ter uma trama fantástica, mas sim pelos valores incutidos nela. Scott Westerfeld levanta uma discussão muito atual e faz da série um ótimo ponto de reflexão para os jovens leitores – não só para os jovens, mas principalmente.

Digo a série, pois Perfeitos segue o mesmo caminho. E este segundo livro é ainda mais “filosófico” – se é que posso dizer assim – do que o primeiro. Se em Feios a trama é permeada principalmente pela busca da beleza ideal e da degradação da natureza, em Perfeitos a massificação intelectual e a relação de divindade são temas interessantíssimos.

Borbulhante é o grande termo do livro. Juro que eu ia tentar explicar aqui o significado de ser, ou estar, borbulhante, mas percebi que essa é uma das grandes sacadas do livro, e que talvez seja mais interessante a percepção que vocês terão durante a leitura.

Mas apesar de tudo, – e de eu perceber que essa resenha está deixando o livro menos divertido do que ele é 😛 – o grande momento do livro, na minha opinião, é a conversa de Tally com um aldeão sobre Deuses e o “fim do mundo”. Não o fim do mundo como fim da existência deste, mas sim um mundo com limites físicos – bem como quando se acreditava que os navios cairiam da borda da Terra ao atingir o horizonte.

Tally se lembrou de um mapa antigo pendurado numa parede da bilbioteca de sua escola, com a indicação “Aqui há dragões” em todos os espaços vazios. Talvez aquele fim do mundo não passasse do limite do mapa mental de um aldeão. Além do desejo cego de vingança, talvez eles simplesmente não conseguissem ver adiante.

Enfim, recomendo demais a série. Ouvi muito dizerem que o autor não explora, ou não deixa claro, como esse “novo mundo” realmente funciona. Mas na minha opinião, isso pouco importa. O mais importante são as questões que induzem o leitor à reflexão.

Vou tentar explicar melhor a minha visão nessa resenha: a análise da trama, pra mim, é pouco importante. Não acho que seja um super-livro-emocionante. O que me fez partir para uma abordagem da mensagem passada pelo livro foi pensar no público-alvo do livro. Não é um livro que pegue pesado em questões filosóficas, teológicas, entre outros, mas que leva essas questões para serem discutidas num texto leve, fácil e compreensível para quem não costuma lidar com esse tipo de questionamento.

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